Dia de Reis no CS Aguim

2010 Janeiro 7
por Pedro Bandarra

No âmbito do Plano de Actividades de Animação de 2010, os Idosos do CS Aguim, no dia 06 de Janeiro de 2010 foram cantar os Reis pela Aldeia de Aguim, percorrendo restaurantes, ruas e comércio.

O sair da rotina do dia-a-dia da Instituição é importante para os idosos, pois é saudável para os mesmos o contacto/convívio com a comunidade.

É de salientar que os fundos angariados irão ser utilizados para comprar equipamentos úteis para actividades de animação desenvolvidas com os Idosos.

Também nas respostas sociais da Infância comemoraram realizando coroas de Reis e cantando nas diversas salas músicas alusivas.

Reunião A.J.A.

2010 Janeiro 5
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por Zé Cipriano

Vai-se realizar mais uma reunião para preparar o regresso da Associação de Jovens de Aguim ao activo. Pede-se aos interessados que compareçam, mais uma vez, na sede da A.J.A (no edifício da Junta de Freguesia) no dia 16 de Janeiro (Sábado) pelas 18h00.

Está disponível um formulário, em aja.aguim.net, para que, quem quiser ser avisado das próximas actividades e eventos (como esta reunião), possa introduzir o seu contacto. Pede-se, também, a divulgação deste formulário junto dos vossos contactos que possam estar interessados. As novidades serão também divulgadas na página do Facebook e no Twitter da A.J.A., recentemente criados.

Está também online o regulamento interno da Associação de Jovens de Aguim para quem o pretender consultar.

Acerca da Associação de Jovens de Aguim

2009 Dezembro 27
por Tiago Mouta

Depois de muito se “debater” acerca da Associação de Jovens de Aguim (A.J.A), chegou-se a um impasse, que no meu entender pode ser fulcral no sucesso de revitalização desta associação.
Devem ser feitas eleições para novos corpos sociais o mais rápido possível?
Ou, por outro lado, deve juntar-se o maior número de potenciais interessados em participar no projecto e a partir desse número crítico de pessoas eleger os ditos corpos sociais da associação?
É um dilema, para o qual eu gostaria de auscultar a opinião de todos.
O que será mais importante?
Oficializar a A.J.A o mais depressa possível, ou juntar o maior número possível de interessados?
Temo que se as eleições forem imediatas, muitos potenciais participantes fiquem de fora… E nestas coisas quantos mais, melhor!!!

Feliz Natal

2009 Dezembro 24
por Zé Cipriano

A todos o leitores e comentadores deste blog um Bom Natal, cheio de coisas boas.

E-Mail da Assembleia de Freguesia

2009 Dezembro 24
por Autor Convidado

A mesa da Assembleia de Freguesia de Aguim, com o intuito de aproximar os cidadãos deste órgão, criou um E-mail para que todos pudessem fazer chegar as suas reclamações e/ou sugestões, esperamos com isso conseguir com que os cidadãos participem mais activamente nas reuniões da Assembleia de Freguesia.

E-mail: afaguim@gmail.com

Não gostaríamos de deixar passar esta quadra sem desejar votos de feliz natal e prospero ano novo a todos os moradores da Freguesia, especialmente aqueles que intervêm neste fórum de discussão da nossa terra.

Carlos Lagoa

Sugestão para o site da J.F. de Aguim

2009 Dezembro 23
por Tiago Mouta

No lado direito do site da Junta de Freguesia existe uma sondagem que permite votações cujo o título é:

 ” Qual a maior carência da Freguesia?”
Dados os recentes debates no Aguim.net e a desadequação actual dos tópicos colocados no site da J.F Aguim, onde a sinalização é o tópico mais votado e a sua alteração já foi consumada, sugiro a alteração dos tópicos a votos para:

-Pavilhão desportivo/salão polivalente
-Parque infantil
-Nova Igreja
-Recinto de festas

Fica a ideia, sintam-se livres de comentar e apresentar as vossas opiniões, sobre quais as necessidades de Aguim. Conto com a expressão de opinião por parte dos “habitués” destas bandas e claro todos os outros!

Natal é tempo de Paz… quiçá de recados!

2009 Dezembro 19
por Tiago Mouta

Há coisas que demoram a arrancar, mas quando o fazem é em alta velocidade!
A mensagem de Natal do executivo da Junta de Freguesia de Aguim, disponível no site, reza assim:

“NESTE NATAL:

PODEREMOS NAO TER DINHEIRO

NEM MAQUINAS PARA TRABALHAR

NEM CARTOES
MATRIZ DE MOVIMENTAÇÃO

MAS TEMOS ALGUNS PRESENTES!

PRESENTES QUE EM NOSSAS VIDAS, MAIS OU
MENOS,
PRECISAMOS UM POUCO

VAMOS OFERECER:

Borrachas, para que apaguem as más lembranças

Agulhas grandes, para tecer vossos sonhos e ilusões

Relógios, para vos mostrar que é sempre hora de amar

Rebobinadores de filmes, para recordarem os momentos felizes

Sapatos da moral ética, para pisarem com firmeza e segurança

caminhos bordejados de flores

Lentes correctoras, que
possibilitem enxergar o próximo e a natureza

com amor

Zippers, que abram as mentes quando procuram respostas

Outros para abrirem vossos corações

Ainda mais outros para fechar algumas bocas quando necessário

Tesouras, para cortar o que impede de crescer;

Canetas inteligentes, para alguns corrigirem a sua escrita;

Caixinhas de coragem, para os que se escondem em anonimatos;

…Enfim, espelhos para que todos admirem uma das obras primas
mais perfeitas, que são ou que o poderiam ser…VOCÊS!

A JUNTA DE FREGUESIA E A ASSEMBLEIA DE FREGUESIA, DESEJAM A TODO O MUNDO, EM PARTICULAR AOS RESIDENTES
NA FREGUESIA

BOAS FESTAS

FELIZ NATAL PRÓSPERO ANO NOVO”

A formatação é da inteira responsabilidade de um qualquer site Brasileiro, mas ficam os recados para quem os quiser… Por mim bastava um simples “Boas Festas”!!!

Festa de Natal do CS Aguim

2009 Dezembro 9
por Pedro Bandarra

O Centro Social N.ª Sr.ª do Ó de Aguim, tem o prazer de convidar toda a população a assistir à Festa de Natal da Instituição, que se irá realizar no próximo dia 19 de Dezembro de 2009 no Pavilhão dos Desportos de Anadia (Junto ao Estádio de Anadia), pelas 14h30.

Este ano a festa engloba todas as respostas sociais da infância e dos idosos.

AS QUATRO ESTAÇÕES EM AGUIM – 4

2009 Novembro 19
por Manuel Bastos

O Recobro da Primavera

 A chuva a atormentar as folhas da laranjeira, e dentro de casa a ideia que o mundo é diferente. Um conforto de mantas e escalfetas e a ausência do vento; só a chuva impotente de encontro às vidraças. O Inverno acaba por passar para os corpos. Os pés e as mãos a escaldarem em frente do lume e um frio cá dentro ainda. O rádio a crepitar estalidos com uma música de piano lá no fundo, tão no fundo, que parecem dois mundos também, o dos ruídos e o da música.

A minha mãe de termómetro na mão a ler o tamanho da minha gripe. O meu pai à porta à espera de ler nos olhos dela o que ela lê no tubinho de vidro. E depois eu a ler nos olhos dele o que ele leu nos dela. A minha mãe sacode a minha gripe do tubinho. Sacode, sacode e olha desanimada para o meu pai.

– 39!

– 39?!

– 39.

Esta casa é tão alegre quando não chove. Na sala os retratos de antepassados defuntos não me tiram os olhos de cima, mas quando não chove nascem flores no cachepô da mesa.

Agora a chuva lá fora a criar bolor nas paredes cá dentro, a humidade a desenhar figuras nas paredes.

Olhando de certa maneira:

– Um cão, mãe.

De outra:

– Uma pomba.

– É a febre meu filho.

 

Devia faltar pouco para o Carnaval, porque lá fora, alguém usava um funil de almude como megafone para lançar pulhas ao namorado de uma vizinha, enquanto um coro ao lado uivava a cada provocação:

– É verdade! É verdade!

E na sala, os defuntos pendurados nas paredes sem tirarem os olhos de mim.

Muitos anos mais tarde haveria de substituir os retratos todos por telas sujas de tinta com títulos inteligentes para serem tomados por obras de arte. E a minha mãe dividida entre a saudade dos olhos dos defuntos e o afecto pelas minhas manchas de tinta.

Mas nessa altura, ainda, os olhos da minha bisavó, pendurada na parede acima da cómoda, a olharem-me pela frincha da porta. E a aflição das folhas da laranjeira. E os dedos esqueléticos da figueira a lutarem com o vento. E o inverno no interior do corpo embora tanto calor no rosto. E a minha avó a insultar a gripe:

– Aquela cadela que não o larga!

O sono era um delírio com as cores da vigília em negativo. Só que o quarto não tinha paredes e a mesma imagem teimosa a repetir-se vezes sem conta: um rio de tintas escuras e eu a afogar-me, a afogar-me. Depois desapareceu tudo e passou uma eternidade. Ou um instante, tanto faz, quando se perde a noção do tempo.

Acordei.

E quando acordei, a cabeça tão leve, uma dorzinha de fome tão boa, os sons da rua a enfeitarem o silêncio, uma voz que se aproxima lentamente, tão lentamente, que passa e continua lentamente, tão lentamente.

As pessoas vão-se levantando e os ruídos da casa repentinos, estremunhados.

Alguma coisa mudou no mundo e não foi só a minha febre, a minha dor de cabeça, a preguiça que me dissolvia todos os músculos do corpo. Sinto uma lucidez que me vem de fora. Da luz que altera as cores do quarto, dos sons que parecem decididos.

Tudo parece ter um propósito qualquer.

Havia um ruído indeciso que desapareceu. Havia uma velatura amorfa que se dissolveu. Uma humidade pesada que enxugou, deixando a superfície das coisas nítida e sólida.

Mas a luz ainda húmida.

Um dedo da figueira toca na vidraça um código de morse a anunciar que algo alegre se aproxima.

Não havia mais música que o som da bigorna do Ti Zé e o perfilar das vozes que vinham todas do lugar e se dirigiam todas para o campo. Primeiro só algumas madrugadoras sem pressa, depois em maior número como um coro no compasso certo, e por fim as tardias que passavam quase a correr. Não havia mais música do que isso, e se houvesse seria demais, porque uma alegria amanhecia no corpo, uma euforia de festa que entrava com a luz da janela e que tornaria toda a música desnecessária.

A minha mãe à porta num júbilo de puérpera a ver-me despertar. A minha avó arrependida da imprecação da véspera:

– Aquela cadela! Que deus me perdoe.

O meu pai a aliviar da memória o agouro da pneumónica e a lutar com uma lágrima embaraçosa.

Em breve eu livre dos abafos e das portas fechadas. Em breve a corrida por entre as vozes dos meus pares como um coelho entre coelhos, como um pardal entre pardais.

Será que só retive o essencial ou era tudo verde? Recordo quando muito uns pingos de amarelo sobre o trevo, e umas erupções de púrpura na bungavília que enfeitava com as suas flores de papel o muro do Senhor Afonso Bandarra. Ali, eu sabia um ninho de pintassilgo. Sabia eu e o gato da Ti Maria Adôa.

Uma madrugada, os gravetos e a penugem no chão e uma pintassilga quieta num ramo. Uma comoção de pólen no nariz e lágrimas de alergia nos olhos; ou então, eu a entender o júbilo de puérpera da minha mãe.

Nada acontecia de especial em Aguim quando chegava a Primavera. Tirando o alarido chocalheiro do arraial de São José. Mas quando os coretos, desfeitos no chão em despojos de palmas e açucenas, davam a ideia que se travara ali um combate, regressava o sentimento de que todo o som era quase música, e que mais música seria de mais; a não ser, às vezes em dias muito especiais, quando o Sr. Manuel da Leonarda decidia acompanhar ao violino o concerto do Ti Zé na bigorna.

Nada acontecia de especial porque o Sol fazia a festa sozinho. Que tinha o Sol da minha infância que nunca mais o vi assim? Nascia mesmo por detrás do Monte Grande e já vinha em festa, e punha-se ainda alegre atrás da torre da capela. À noite apetecia dormir e de manhã apetecia acordar. Tudo estava certo na Primavera. Quase tudo: apenas o senão do pólen que me fazia fungar e chorar sem parança.

 

As cidades foram as amantes da minha vida: Coimbra, a mulher tricana de todos os meus dias, Lisboa, a promíscua, tão fiel de dia e tão infiel de noite. Hamburgo, a altiva com as suas cicatrizes de guerra a ensinar-me que há vida depois da morte. Mueda, a grande prostituta, onde desci ao mais baixo patamar da humanidade, que me levou quase tudo e que apesar disso me deixou, não sei em que parte de mim, um amor fatal e doloroso. E Aguim. Aguim, trigueira, tisnada do sol, elevada sobre uma colina para parecer mais alta, onde tudo o que há em mim nasceu. Nasceram as palavras na sua pronúncia um tanto abrupta no início das frases e cantada nas vogais finais, e, onde não havia vogais, a acrescentar um i. Nasceu a música. O violino velho do meu pai de onde só saía o som dorido da única corda sobreviva, e o milagre da metamorfose do ruído em música, quando em dias especiais o violino do Sr. Manuel da Leonarda transformava a bigorna do Ti Zé Sécio no mais glorioso timbale que se pode conceber. Nasceu esta minha fidelidade de rafeiro doméstico pelos meus amigos, que julgava tão poucos, e afinal muitos; tanto, que vão morrendo já e continuam meus amigos. E nasceu esta minha paixão de gato vadio pelos becos e pelos telhados, pela tessitura prolixa das cidades e pelo deslumbramento da Natureza; tanto quanto me lembro, desde que via o Sol a erguer-se por detrás do Monte Grande já em festa e ainda convalescente do Inverno.

Discussão da revitalização da AJA

2009 Novembro 18
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por Zé Cipriano

No próximo sábado, dia 21 de Novembro de 2009, pelas 18 horas, na Junta de Freguesia de Aguim, vai-se realizar uma discussão com vista à revitalização da Associação Cultural de Jovens de Aguim (AJA). Pede-se aos interessados que compareçam.

Pontos de discussão

  • Projectos
  • Valências
  • Marcação de eleições para os corpos sociais da AJA
  • Outros assuntos